11 de julho de 2013

Cruzeiro - Parte 4

Chegamos na Turquia!! A primeira cidade que paramos foi Izmir. Contratamos excursão nesse dia, pois eu queria fazer 2 passeios: Casa de Nossa Senhora e Ephesus. Meus pais já conheciam Ephesus e fecharam outra excursão que ia a um Mosteiro e à Casa de Maria. 

Nesse dia, descobrimos que, além do Digão, era possível tomar café da manhã no restaurante em que jantávamos todos os dias. Uma grata surpresa. Tranquilo, serviço à la carte, boa variedade. E nem é preciso pisar nos pés de velhinhos para sentar ou comer por lá. Aprovamos e voltamos todos os outros dias da semana!

Saímos do navio e fomos direto para a Casa da Virgem Maria. Diz a história que Maria foi levada a essa casa por São João, após a crucificação de Cristo, e ficou lá até sua morte. Anna Catarina Emmerich (beatificada em 2004 por João Paulo II) foi uma freira alemã que, além de receber os estigmas de Cristo, tinha visões da vida de Jesus e de Maria. Numa dessas visões, lhe foi revelada a última moradia da Virgem Maria. Com a descrição fornecida por Anna Catarina, um padre francês localizou a casinha em 1881, no alto do monte Coresus (Panaya Kapulu) e a 8 km do centro de Ephesus. A casa foi oficialmente declarada Igreja em 1896 e desde então tornou-se local de peregrinação de cristãos e muçulmanos. 

Tem uma verdadeira multidão na casa. A guia disse que é assim todos os dias. Sempre tem uma fila imensa do lado de fora, mas como o passeio é curto, a fila anda bem rápido. São apenas 2 cômodos. Se quiser, é possível se sentar em uma das 2 cadeirinhas em um dos cômodos. Eu fiquei impressionada com a casa e a energia boa que tem por ali. Quando se sai da casinha, existe uma loja que vende garrafinhas (0,50 centavos de euro) para você encher com a água de Maria, numa fonte conhecida por seus poderes medicinais. Além disso, a casinha tem um muro onde os fiéis deixam seus pedidos e agradecimentos à Nossa Senhora. É um lugar calmo, lindo, simples e abençoado. Super indico o passeio.









Saímos de lá, passamos por Ephesus, mas seguimos até uma cidade próxima, pois na programação da excursão, tínhamos que visitar uma loja de cerâmicas (aff!!). Apesar de achar as coisas lindas, esses lugares onde levam turistas costumam ser caríssimos! Eu e marido decidimos que levaríamos um prato turco pra casa. Fui empolgada ver o preço na tal lojinha e...300, 600 euros! O que?! Perguntamos à guia se em Istambul seria mais barato e a desgramenta disse que não. Disse que tudo em Istambul era mais caro. Mentira deslavada! Achamos coisas tão bonitas quanto as que vimos em Izmir e preços muito, mas muito melhores no Gran Bazar. Não caiam nessas coisas dos guias, pois eles ganham dinheiro dessas lojas. Fica a dica!

Lojinha linda e cara


Chegamos em Ephesus num horário complicado, depois do meio dia. E é muito quente lá dentro. Muito mesmo. Não tem sombra, árvorezão, arvorezinha, nada. É sol na cabeça direto. Mas, a visita vale muito a pena. Trata-se de uma cidade greco-romana que tinha uma importância comercial imensa na época. A cidade foi destruída algumas vezes, reconstruídas outras tantas até que foi abandonada após um grande terremoto. Somente 20% dela está descoberta. As escavações dos 80% restantes continuam. Eu, particularmente, dei graças por ter ido visitar quando só existem 20%! Até a guia, quando chegamos no último ponto do passeio, um anfiteatro imenso, disse: "Pronto! Acabou!". Não me entendam mal, o passeio é maravilhoso, história pura, mas o calor atrapalha. Muito. O pessoal que vende coisa do lado de fora grita em português: "Compre água. Ephesus muito quente! 2 por 1 euro! Compre chapéu! Ephesus muito quente!".

Rodamos toda a parte comercial da cidade. Vimos toda a parte residencial que ja está "de fora". Vimos uma biblioteca imensa e muito bem conservada. Vimos alguns templos. Adorei o banheiro  coletivo.

Lá, tudo era em mármore. Até o chão, nas ruas, eram cobertos de mármore (tem uma descida que é super escorregadia por causa disso). Sabia que os empregados iam na frente e se sentavam no banheiro para esquentar o lugar para seus senhores? Mármore é geladinho, né? Santa frescura, Batman!











No passeio do anfiteatro, Dudu gritava: Chega! Tô cansado!
Vimos uma estátua da deusa grega Nice que inspirou a Nike - aquela das roupas esportivas. Até o símbolo da marca é semelhante a uma asa em homenagem à deusa alada da vitória.


Na saída da cidade existem muitas lojinhas e bares. E tudo é mais barato do que a loja de cerâmicas que a guia nos levou. E é possível negociar e baixar ainda mais os preços. Aliás, essa é a grande diversão ao se fazer compras na Turquia: negociar! Eles adoram e a gente aprende rápido. Eles dizem 200, você vai de 50. Eles vão de 180, você vai de 70. E assim vai. Uma parte dizendo que assim não é possível até chegar num valor que você está disposto a pagar. Mas, sabe o que é ruim? Saí dessas negociações sempre com a sensação de que poderia ter comprado mais barato...meio cruel isso.

Saímos de Ephesus direto para o navio. Chegamos, fomos almoçar e ver a partida. Essa parte é muito bacana. A chegada e a saída são inesquacíveis, pois a vista das cidades é sempre maravilhosa!




Depois do almoço teve um show para crianças no teatro. Marido passou. Meus pais passaram e sobrou pra mim. Mas, eu gostei bastante. A parte do show da Disney, com as princesas e outros persnagens cantando foi linda. O problema veio depois. O kids club disse que tinha uma surpresa e fez 150 crianças subirem ao palco. Aí, uma moça quis que cada uma dissesse seu nome! Depois, ela chamava o Joãozinho e aMmariazinha que iam fazer uma performance. Ai meus sais. Ver filho dos outros pulando corda, fazendo bambolê, dançando, não dá. E Duda não queria ir embora de jeito nenhum!!! 1 hora vendo filho dos outros. E os outros nem estavam lá! Só eu, meus filhos e as 150 crianças no palco!


À noite rolou a mesma coisa de sempre: jantar, drink no bar/boite. Coisas assim, de uma vida muito difícil, sabe?

Bar Black and White




Bebi meu primeiro Cosmopolitan! Carry Bradshaw feelings...



Dose de whisky no navio = meia dose de whisky

Preço da dose de whisky no navio = preço de 2 doses de whisky

Próxima cidade: Istambul! 

9 de julho de 2013

Cruzeiro - Parte 3

Grécia, baby!! É incrível a cor do mar da Grécia. Um azul maravilhoso, forte, sólido. Um mar que te convida, sabe? Se eu não tivesse medo de mar acho que me jogava do navio!

Meus pais já haviam comprado a excursão para visitar Olimpia e partiram cedo com a galera espanhola/brasileira. Eu e marido queríamos ir à praia e resolvemos nos libertar dos grupos. A melhor coisa que fizemos. Primeiro que, para ir de excursão, o horário de saída do navio é praticamente o mesmo para todo mundo. Imagina quase 5.000 pessoas saindo ao mesmo tempo por 4 portinhas?! Filas nas escadas até o sétimo andar! Parecia boiada. Não quero nem pensar como não foi o café da manhã neste dia! O Digão* devia estar bombando! 

Eu, marido e crianças fomos tomar café depois da "boiada". Tranquilo. Saímos tranquilamente do navio também. Na saída, tinha uma fila de taxi e uma moça muito gentil fechando os passeios com os anti-excursões. Falamos a ela que queríamos ir à praia. Ela explicou como seria e ofereceu irmos a Olímpia também. Disse que o motorista nos levaria, primeiro a Olimpia, nos esperaria por 1 hora e nos levaria direto para a praia ou para o centrinho de Katakolon, conforme nossa vontade. Avaliamos a proposta e aceitamos. Afinal, ir a Katakolon e não ir à Olímpia, seria sacrilégio com os deuses gregos.

São apenas 33 km de distância, numa estrada bem boazinha. Nosso taxista não falava inglês. Só o básico para não perder de vista os turistas dele: "one hour, here, taxi 72, one hour, houndred meters buy ticket, one hour, here". Fim da conversação.

A desvantagem de não ir com um guia é não ter aguém pra explicar o que já foi tudo quanto é ruína que se vê por lá. Mas, tiramos muitas fotos, esticamos o orelhão para ouvir alguns guias que estavam com grupos e depois olhamos na internet. Simples. 

Compramos o ingresso a 6 euros, crianças não pagam. Olímpia foi a cidade onde começaram os jogos olímpicos. Emocionante ir à arena. Meus filhotes até correram por lá!

Outra coisa bacana é o Templo de Zeus, centro religioso construído mais de 400 anos a.C e considerado uma das 7 maravilhas do mundo antigo. Mas, não vá esperando muita coisa inteirinha, não. É ruinão mesmo. Minha mãe disse que a fala da guia sempre começava com "aqui era....". Mas, vale a visita. Uma hora é suficiente para rodar tudo. Mas, se você for ler todas as plaquinhas de todas as ruínas, separe um dia inteiro. Além do sítio arqueológico, ali perto tem o museu arqueológico, mas nós não fomos, pois tínhamos que voltar ao taxi 72.


É tudo muito explicadinho por lá



Entrada na arena Olímpica


Não tinham arquibancadas e só os homens competiam
Templo de Zeus


Templo de Zeus
Uma coisa que fiquei impressionada foi com o centrinho de Olímpia. É uma graça. Com hotéis, lojas e restaurantes, é possível passar a noite por lá e desfrutar um pouco mais as coisas que os deuses Gregos protegeram.

Saímos de Olímpia e fomos direto para Katakolon. O calor estava absurdo e não teríamos muito tempo para a praia, pois às 14:30 tínhamos que estar no navio. A rua pertinho do porto é cheia de lojas e restaurantes e me lembrou muito Alcudia, em Maiorca. Adorei. Rodamos bastante. Compramos um monte de tralhinhas e fomos para um boteco repor as energia. Lá, a Coca Cola também coloca nomes nas latinhas. Difícil é pronunciá-los!







Chegamos no navio e fomos almoçar. Depois, piscina. À noite, jantar. Só que era a tal famosa "noite do comandante". O traje? Gala. Marido se revolta com essas coisas. Ele trabalha todo dia de terno e as férias significam liberdade pra ele, inclusive das roupas do trabalho. Vestir terno em pleno verão e de férias? Nem pensar. Com muito custo, o convenci a levar uma calça e um blazer na mala. Mas, ele se rebelou e não vestiu. Era o único de bermuda no navio todo! E o povo leva a sério esse negócio. Tinha gente que parecia que estava indo a um casamento. Eu fui de longo, mas um longo de verão. As criancinhas foram arrumadinhas, mas não para o nível da galera. Na verdade, essa tal noite do capitão, nada mais é do que um coquetel com hora marcada, em turnos, em que a galera pode beber um prosseco gratuito e tirar uma foto com o "dono" do navio. E isso, aparentemente, é muito bom. Nós estávamos arrumados, mas não com roupas de gala. Não fomos no coquetel e muito menos tiramos foto. E a noite foi ótima! Achamos um deck com uma vista linda. Jantamos e depois fomos para um bar/discoteca, achamos uma pista de boliche, tomamos um drinque e depois fomos para a parte das lojinhas, espiar os preços.

Em cada lugar tem uma pessoa ou banda tocando. Dudinha e meu pai aproveitaram para treinar uns passos de dança!




A filha da Gretchen, que trabalhava na boite
do Russo, tava lá, cantando






FIM do dia 3! Gostaram?