13 de dezembro de 2011

A Viagem - Innsbruck Parte 1

Pronto. Chegamos ao nosso destino final: Innsbruck, na Áustria. Eu tenho uma relação antiga com esse País. Quando pequena, minha mãe me apresentou à trilogia que contava a história da imperatriz Elisabeth da Áustria, a Sissi. E eu adorava. Vi várias e várias vezes e sempre dizia que iria conhecer a Áustria quando crescesse. Lembro também da Noviça Rebelde e um monte de crianças correndo naqueles campos verdejantes....ai, como estou nostálgica e meio brega hoje, né? Mas é verdade, sempre quis conhecer a Áustria e, agora conheço um pedacinho dela. Já adianto que de campos verdejantes não vi nada. Só montanhas "branquejantes"! Cheias de neve! Lindas!

Na estrada, quando mudamos da Itália para a Áustria, o clima mudou. Ficou frio e pudemos finalmente ver a neve! Aliás, este tem sido um inverno diferente por aqui. Até agora não esfriou de verdade e neve, na Itália, só nas montanhas mais altas e lá no topo. As pessoas que trabalham nas estações de esqui estão preocupadas....

Já era para essas montanhas estarem bem branquinhas...

Lindo!
Chegamos a Innsbruck na sexta-feira a tardinha e fomos direto para o centro. Havíamos combinado de encontrar com uns amigos brasileiros que moram em Milão há 3 meses. Conheci a Cris - a mãe - na escola das crianças. Ela tem 2 filhos: o Rafa que é praticamente da idade dos meus filhos e a Nicole, uma pré-adolescente engraçada e linda! Marcello e Rafa são melhores amigos desde o primeiro dia em que se conheceram. Não se largam! Marido e Kléber - o pai - também se deram muito bem. Desde que os conhecemos já fizemos muitas coisas juntos e essa foi nossa primeira viagem! E deu muito certo! Já vamos planejar as próximas!

Bom, voltando a Innsbruck... É uma cidade linda, pequena, com um centro charmoso. Muito fácil se locomover de carro por lá. Combinamos de encontrar o pessoal no centro, pois tinha o tal mercado de Natal. Eu imaginei um lugar fechado, cheio de barraquinhas vendendo tralhas de Natal, mas não era assim. O centro inteiro estava iluminado e as barraquinhas foram colocadas no meio das ruas fechadas para pedestres. E fica lotado!!! Muito cheio mesmo. Milhares de pessoas andando de um lado para outro, tomando gluvine, um vinho quente muito apreciado por lá. Só achei uma coisa estranha, quando deu 19 horas, tudo fechou! Isso mesmo, todas as barraquinhas, lojinhas, lanchonetes, tudo fechado. Se fosse no Brasil, a farra iria até mais tarde, tenho certeza!


Com os amigos Rafa e Nicole
Com a festa terminada, fomos a procura de um restaurante e o que mais ouvimos foi: "Vocês têm reserva?" Não, não tínhamos e foi impossível arrumar um local para jantarmos. Voltamos para o hotel e foi a melhor coisa que fizemos. Restaurante tranquilo, com opção de comida para as crianças e espaço para brincar.
No dia seguinte, acordamos cedo, pois entendemos que Innsbruck é uma cidade diurna e não noturna e quaríamos aproveitar ao máximo. A Cris havia pesquisado tudo sobre uma fábrica da Swarovski, aquela dos cristais, e fomos conferir. Fica a 10 minutos de Innsbruck e é um passeio bem bacana. A única frustração é que, como se tratava de uma fábrica, eu e a Cris fomos com "péssimas" intenções, mas estávamos enganadas. Os preços, mesmo na fábrica, são altos! Que pena... o cartão de crédito estava pulando dentro da bolsa....mas o passeio valeu a pena!



Uma parede de cristais! Puro luxo!


Duda e Nicole queriam uma parede dessa no quarto delas!

Vista da fábrica
Saímos de lá e fomos para o centro para aproveitar o mercado de Natal. Almoçamos num restaurante estilo Outback e fomos atendidos por uma argentina/alemã muito da mal educada. Perguntei a ela se poderia trazer a comida das crianças cortada ao meio para que pudessem dividir e a resposta foi: "Corta você!" . Assim mesmo, na lata! Mas, o ambiente que lembrava o el Caminito, e a comida compensaram a grosseria.

 

Depois de alimentados, fomos rodar. Vimos vários pontos turísticos, mas o que eu e Cris queríamos era ir para as barraquinhas e lojinhas. Aí, tivemos a excelente ideia de deixar as crianças com os maridos enquanto faríamos a peregrinação pelas ruas da cidade. Achamos o lugar perfeito para deixá-los: uma pista de patinação! Foram 2 horas de pura diversão para todos!






As ruas da cidade estavam assim:




Lotadas!!!

A noite chegou e como estávamos novamente sem reserva, voltamos para nosso hotel! Jantar à la brasileira (fizemos tira-gosto com os pratos!) regado a cerveja alemã da boa! Aproveitamos para dormir mais cedo, pois iríamos subir a montanha no dia seguinte!

Neve! Êba!

A Viagem - Castelo Neuschwainstein

Imagem: Castelo de Neuschwanstein
Foto tirada do site oficial do castelo

Acordamos cedo e seguimos rumo a Hohenschwangau, onde fica o Castelo Neuschwainstein. Trata-se de um palácio construído na metade do século XIX pelo Rei Luís II da Baviera e inspirado na obra do compositor Richard Wagner, amigo e protegido do Rei. Sete semanas após a morte do Rei Luis II, em 1886, o Neuschwanstein foi aberto ao público. O rei havia construído o castelo para se refugiar da vida pública, mas enm teve muito tempo para curtir a casa, pois morreu muito jovem, aos 40 anos.

Além de lindo, o castelo seviu de inspiração a Walt Disney para o Castelo da Cinderela. E, apesar de não ser permitido tirar fotos do seu interior, é um dos lugares mais fotografados da Alemanha e um dos destinos turísticos mais populares europeus. Todos os anos, mais de 1 milhão de pessoas visitam "o castelo do rei de conto de fadas". No verão, chegam a passar por lá cerca de 6.000 visitantes por dia.

A região é linda e a construção fica no alto de um morro o que requer manutenção constante. O clima severo também tem um efeito negativo sobre as fachadas de pedra calcária, que precisarão ser restauradas parte por parte ao longo dos próximos anos. E, por esse motivo, o castelo estava coberto por tapumes e a nossa visão foi prejudicada. Uma pena!


Mas, do outro lado dá para ver bem e o passeio pelo interior do castelo vale a pena. O esquema é o seguinte: você chega na cidade de Hohenschwangau, estaciona o carro (5 euros o dia), e vai retirar ou comprar os ingressos. Eu reservei os ingressos com antecedência, pela internet. Super indico fazer isso, pois quando chegamos para retirar os tickets, a fila para comprar estava gigantesca e nós passamos direto.

Existem 3 maneiras de subir: ônibus, charrete ou a pé (30 minutos de subida!). Queríamos ir de ônibus, mas no dia, as estradas estavam em manutenção e só as charretes estavam disponíveis. Imagina a fila! Enoooooorme! Marido ficou lá esperando no frio e eu entrei com as crianças numa lojinha para nos aquecermos. Meia hora depois, nossa carruagem chegou!



Subimos mais um trecho a pé e chegamos!







Cada ingresso tem um número de grupo e um horário de visita. Esperamos um pouquinho e entramos às 13:15, pontualmente. Pegamos nossos audio-guias (tem em português!) e começamos a diversão. As crianças adoraram! Prestaram muita atenção, acompanharam direitinho e fizeram mutas perguntas no final! Dindo Ricardo havia comprado um livro de presente para os dois sobre o castelo e eu prometi que o leríamos todo quando voltássemos a Milão.

Na saída, tem um café e uma sala de cinema que passa um filme sobre o rei. Duda entendeu que queria asssistir. Começou a sessão, mas era em alemão! Não entendíamos nada e a Dudinha não queria sair de jeito nenhum. Adorou as imagens do rei e da região. Entendeu do jeito dela...As sessões acontecem a cada meia hora e se alternam em inglês e alemão. Saímos, pegamos nossa carruagem (mais glamouroso, né?!) e descemos. Almoçamos na cidadezinha mesmo, num hotel em que uma brasileira de Feliz - Rio Grande do Sul - tinha chegado a 2 meses para fazer um intercâmbio de um ano. Ela estava gostando apesar de um colega mal humorado que trabalha com ela! Francês! Comemos salsichas e pretzels.

Bem em frente a Neuschwainstein, fica o castelo de Hohenschwangau, mas nós não fomos. Talvez, sem ciranças seja possível encarar 2 castelos num dia. Para nós, impossível. Para quem quiser conhecer, indico separar um dia para o passeio. Fiquem com a foto do Rei Luis II, que tinha uma visão arquitetônica avançada para sua era e morreu muito jovem.


Ludwig II, painting by F. v. Piloty, 1865


Agora? Vamos para Innsbuck! Quer vir?

12 de dezembro de 2011

A Viagem - Oberammergau

Feriadão na Itália, comemoração de 14 anos de casados, temporada de neve oficialmente aberta. Esses motivos pediam uma viagem....aí, começou o dilema: para onde vamos?  As respostas começaram a aparecer rápido. Nossos compadres, Ricardo e Larissa, que estiveram por aqui em outubro, indicaram dois lugares. Uma amiga que mora na Itália indicou outros dois. Pronto! Viagem decidida!

Saímos de Milão na quinta-feira pela manhã. Viajamos quase 500 kilometros, pegamos alguns engarrafamentos e chegamos a Oberammergau, uma cidadezinha na Baviera alemã, lindinha. Com apenas 5.000 habitantes, esta cidade é famosa pelo grande número de afrescos nas fachadas das casas e pela representação da Paixão de Cristo, que ocorre de dez em dez anos e atraí muitos turistas para a região. Eu, particularmente, adorei a educação das pessoas da cidade. Do hotel ao restaurante, passando pelas lojinhas, todos são educadíssimos e fazem de tudo para atender bem. Ah! E falam inglês, o que facilitou - e muito! - a nossa vida.



Chegamos ao hotel, largamos as malas e fomos passear. A cidade é uma graça e estava se preparando para uma feira de Natal que iria acontecer no final de semana. Aliás, as feiras de Natal são muito comuns por aqui, têm em várias cidades e as pessoas vão a cada ano em uma ou mais. Conversei com uns pais da escola que já foram a várias e escolheram, este ano, ir a Lucerna, na Suíça, para conhecer. Mas vou falar sobre os mercatini di Natale depois. Voltemos a Oberammergau. Rodamos a cidade toda em 15 minutos! Tô brincando!! Passeamos a tarde toda, vimos os afrescos, demos uma paradinha numa confeitaria para um bolo e um café, fomos em várias lojinhas. E tiramos fotos! Muitas!









Quem resiste?

As crianças adoraram o fato de ter um pouco de neve pelas ruas e amaram o hotel. Por isso, quando pegamos o carro no dia seguinte já ouvimos: "a gente pode voltar aqui outro dia?". Elas adoraram o hotel que é no melhor estilo self-service. Nem recepção tem. Você entra, toca a campainha da casa e desce uma pessoa que te dá uma chave. Pronto. Sem papel, sem gorjeta, sem café da manhã. Liberdade! E o apartamento era novo, moderno, enorme. Sinceramente? Eu moraraia ali por um mês fácil, fácil. Tem cozinha com todos os eletrodomésticos possíveis e imagináveis, sala ampla e bem mobiliada. Um corredor grande com 2 quartos, um banheiro bacana (sem bidê!!) e até um quartinho para guardar as malas. Tudo muito limpo e cheiroso. Excelente relação custo X benefício. Além disso, tem um comércio na frente com supermercado, loja de tranqueiras e posto de gasolina. Quem quiser dicas, pode pedir!





À noite, saímos para jantar. Tínhamos a indicação de um restaurante que fica dentro de um hotel, no centro, mas estava vazio...Aí, vimos um outro retaurante, ao lado, lotado. Resolvemos ir no lotado e que agradável surpresa. Comida da melhor qualidade, preço justo, atendimento excelente! O nome tá aí embaixo. Não faço ideia de como se pronuncia...Para as crianças, acreditem, uma bela porção de arroz branco com filé, marido encarou um filé de cordeiro e eu fui num mix de carnes (porco, peru e boi) com batatas e champignon. Delícia! De sobremesa, sorvete de creme com uma calda de chocolate cremosa! Ai, ai, só de lembrar da água na boca.


Eu sempre esqueço de tirar foto antes de começar a comer, desculpem!

Prato do marido

O meu! Lindão, né?

Depois dessa comilança, uma soneca no sofá do restaurante
Saímos de lá umas 23 horas e a cidade estava deserta! E estava frio! Muito! Abaixo de 0. Fomos para o hotel, pois no dia seguinte: Castelo Neuschwaistein!! (tô emocionada! Consegui escrever sem olhar no google!!)

11 de dezembro de 2011

Aniversário de Casamento

Antes de fazer o post da viagem, queria contar que hoje eu e marido fazemos 14 anos de casados! Pra você que já está fazendo as continhas nos dedos, eu vou facilitar: Sim! Casei aos 15 anos! (rindo muito agora!!)

Como passou rápido! Parece que foi ontem que fui passar o carnaval em Salvador...Sabia que amor de carnaval pode durar mais do que 3 dias? Sou a prova viva disso! Podem ficar tranquilos que não vou contar de novo a história de como nos conhecemos, pois sei que a maioria das pessoas que vem por aqui já sabe e quem não sabe, provavelmente não quer saber, né? Vou só resumir: são 14 anos de alegrias, felicidades, dificuldades, brigas, reconciliações, desentendimentos, acordos, mas tudo com muito amor e respeito!

Marido, AMO VOCÊ!!! E que venham os próximos 14!

Nós, 14 anos depois! Foto tirada ontem em Innsbruck

 

Vá de trem!

Vai viajar no feriadão italiano? Quer uma dica? Vá de trem!!!

Eu posto sobre a viagem depois, pois essa maratona nas estradas italianas acabou comigo! Só vou adiantar uma coisita: esse negócio de aproveitar o feriado e dar uma passadinha na Alemanha e na Áustria é tudo de bom!!

7 de dezembro de 2011

Vírus, sai deste corpo que não te pertence!

Eu peguei uma virose. E tô mal, muito mal. Desde ontem. O marido diz que quando eu adoeço, eu adoeço mesmo. Por exemplo: eu não tenho apenas infecções de garganta, eu tenho abcessos que me fazem ficar internada. Eu não tenho tosse, eu tenho crises que me fazem perder o fôlego. E olha que eu odeio brincar de adoecer. Odeio remédios, odeio médicos, odeio hospital. Mas, voltando à virose, comecei ontem com um mal estar pelo corpo e dor de cabeça. Quando peguei as crianças na escola e estávamos voltando para casa, Marcello vomitou dentro do carro (desde domingo ele estava enjoado, mas estava esperto, sem febre e, na segunda, já havia se alimentado bem). Foi o tempo de ajudá-lo, limpá-lo, limpar o carro que eu - literalmente - arriei! Vomitei muito (eca!!) e não conseguia mais levantar. O filhote ficou super bem e até jantou mais tarde. Dormiu bem e passou hoje todo o dia bem animado. Já eu....

Marido ficou tão preocupado ontem que até chamou um médico. Aqui, existem médicos de família disponibilizados pelo Governo. Você liga e o médico designado para sua área de residência vem em casa. A médica que me atendeu chegou 1 hora após o telefonema do marido. Quanto custa? Nada. E o serviço é para todos. Se @ médic@ achar que @ paciente precisa de maiores cuidados, liga para a ambulância que vem imediatamente. Fiquei encantada com o serviço! Ela me examinou, disse que era uma virose que está "pegando" todo mundo na cidade (eu mesma conheço 6 pessoas que tiveram esta semana!), me deu uma injeção para a dor e uma receita para comprarmos os medicamentos necessários. Ah! Outra coisa interessante por aqui e que ajuda a desestimular a auto-medicação é que se você vai à farmácia com a receita, o remédio pode sair até 4 vezes mais barato do que se fosse comprá-lo sem ela.

Medicada e completamente fraca, dormi. Mal, mas dormi. E quem teve que fazer absolutamente tudo com as crianças e com a casa foi o marido. E ele não está acostumado. Sempre ajuda, mas não faz tudo porque nunca precisou. Em Brasília tínhamos um verdadeiro batalhão de assistência para esses momentos. Eram avós, avôs, prim@s, irmãs, todos de plantão. Aqui, eu tenho o marido e o marido tem a mim. É interessante, diferente e um grande aprendizado. É lógico que temos amigos queridos por aqui e que se colocaram à disposição para nos ajudar. Uma vizinha que é muito amiga até trouxe um dos remédios que eu precisava tomar e se ofereceu para ir à farmácia já que o marido tinha que ficar com os pequenos. Mas é diferente do tipo de ajuda que tínhamos no Brasil. E foi bom ver como nos viramos bem. Deu tudo certo. É lógico que ele foi trabalhar mais cansado hoje, mas isso faz parte e, desde que chegou do trabalho, ainda não parou. Já fez jantar para todo mundo, arrumou as crianças para dormir e está limpando a cozinha. Uma graça!

Esse negócio de viver como expatriados é uma prova de fogo para um casal. Na minha humilde opinão, nesta situação cheia de dificuldades ou vai ou racha. Pelo visto, eu e marido vamos!! Para onde? Ser felizes, oras! 

4 de dezembro de 2011

Músicas para dormir

A hora de ir para cama estava uma bagunça desde que havíamos voltado das férias no Brasil. Há uns 2 meses resolvi colocar ordem no boteco e estabeleci novas regras. As crianças podem jogar e brincar até umas 21:15/21:20, mas às 21:30 devem estar na cama. Eles dormem no mesmo quarto e ambos adoram que eu faça massagem, cafuné e cante para dormirem. Como não posso estar em duas camas ao mesmo tempo, resolvemos que cada dia eu começaria na cama de um e, se o outro ainda estivesse acordado quando o primeiro adormecesse, eu iria para a cama do segundo.

Tem funcionado muito bem. Entre 5 e 10 minutos eles dormem. Quando começo com a Duda, normalmente o Marcello me espera acordado para depois eu ir para a cama dele. Muitas vezes o marido me ajuda no revezamento e fica beeemmm mais fácil. Mas as crianças não deixam ele cantar, pois só canta o Hino do Fluminense e Domingo, eu vou ao Maracanã! Eles não acham que são músicas adequadas para este momento e gritam: "Para, pai! Só a mamãe canta!!"

A questão é que eles adoram a parte da cantoria e eu canto mal pra caramba, mas mãe é mãe e se eles querem, lá vou eu soltar a voz! Coitados! Mas tem um problema: meu repertório de músicas de ninar é limitadíssimo. E isso é um problema de infância e é claro que a culpa é da minha mãe!! Ela sempre decorou as estórias e músicas dos discos e livros que ela ouvia e lia 300 vezes. Ela empre contava e cantava exatamente igual a eles. Tem uma estória, a da Cinderela, que até hoje, contamos todos igualzinho lá em casa (eu, mãe, pai, irmã, sobrinhas). Tem um trechinho que é quase assim:

- Pampampampam (são as trombetas do reino!)
- Sua majestade, o Rei da Lindolândia (na versão dela a terra da Cindi era a lindolândia!!), convida todas as moças solteiras do Reino para o grande baile que irá se realizar....Sua majestade faz questão de que todas compareçam, sem exceção alguma!
- Pampampampam 

Coisa de doido, né? A gente fala na mesma entonação e com as mesmas palavras! Parece um jogral!

Pois bem, como mamãe sempre cantou as mesmas músicas, na mesma sequência, isso - agora - limita minha vida, pois eu faço exatamente igual!!

Meu repertório se resume as seguintes músicas:

1. Uma sequência que não pode mudar nunca ou não saberei canta com Fui no tororó, Fui à Espanha, Caranguejo não é peixe, caranguejo peixe é...., Samba crioula que veio da Bahia..., Pai Francisco entrou na roda....

2. Outra sequência com: O Cravo e a Rosa, Terezinha de Jesus, Se essa rua fosse minha....

3. Papai Walt Disney

4. Eu só quero um xodó

5. Lobo bobo

6. A música do galinho que não sei o nome

7. A festa do Bolinha

e só!

Só!

Há dois meses, eu canto todos os dias, às vezes 2 vezes ao dia, essas músicas. Não tô aguentando mais essa limitação musical! Venho, por meio deste post, solicitar a vocês que me indiquem ou ensinem novas músicas. Pela minha sanidade mental! Obrigada!