4 de abril de 2013

Londres, London, Londra, chame como quiser, é linda!

Fomos passar a Páscoa em Londres! Só o marido conhecia e eu já tinha vontade de ir há muito tempo, mas faltaram oportunidades ou feriados prolongados, sei lá, só sei que agora, quando me perguntarem: você já foi a londres? Posso responder: sim e adorei!

Fomos na sexta-feira à noite e voltamos na segunda à noite. Aqui, não existe essa de sexta-feira santa, é segunda santa! Aliás, não sei nem se é santa, mas o feriado foi na segunda e ponto. Ótimo pra nós!

Um casal de amigos nos convidou para ficarmos na casa deles. Foi nossa primeira experiência, em muitos anos, na casa de amigos. Sempre ficamos em hotel, pois somos 4 e acho sempre que vamos desacomodar as pessoas...mas, eles foram tão gentis que abandonamos nossas crenças e  aceitamos. E fizemos certo. Gente, que família adorável que nos recebeu. Extremamente atenciosos e disponíveis. Eles também são 4: um casal e dois filhos. Um dos filhos viajou para o Brasil para passar o feriado lá. A outra filha, de 15 anos, nos cedeu o quarto dela (obrigada, Bruna!) e foi um encanto com meus filhotes. Duda a adorou! No último dia, até dormiram juntas! O saldo, Dudu resumiu muito bem: "Adorei a casa hotel. Podemos vir outras vezes?". Aí, vira abuso, né?

Chegamos à noitinha, deixamos a mala e seguimos, junto com nossos anfotriões, para Piccadilly Circus. Os cruzamentos de grande ruas, em Londres, recebem o nome de circus. Piccadilly Circus é o cruzamento entre as ruas Regent Street, Shaftesbury Avenue, Piccadilly e Haymarket.  É um lugar bacana, cheio de gente, com restaurantes, lojas, bares. Lá tem o museu do Ripley's Believe it or not e uma loja gigantesca da M&M. Além disso, tem um prédio com um outdoor luminoso gigantesco, meio New York, sabe? Muito legal.

Já na chegada, demos de cara com alguns símbolos da cidade: os famosos ônibus vermelhos de 2 andares e as cabines telefônicas, reconhecidas mundialmente. As crianças até entraram numa dessas cabines...o cheirinho lá dentro é horrível! Não recomendo!

Nosso objetivo era jantar, mas impossível não dar uma espiadinha no Ripley's e na lojinha da M&M.








Beatle's feelings

Vista pra Regent Street. Linda demais essa rua!

Rodamos, rodamos. Fomos no Soho e acabamos onde? Num restaurante italiano! Marcello entendeu que queria comer cotoletta em Londres! Meu velhinho tradicionalista ataca novamente. Jantamos e voltamos pra casa, pois o dia seguinte seria puxado. Dia de City Tour!

Acordamos cedinho e perto da casa-hotel tinha uma estação do Big Bus City Tour. Assim como fizemos em Barcelona e Viena, esse foi o melhor meio pra girarmos a cidade toda sem estressar demais os pequenos. Comprei os bilhetes pela internet com antecedência e foi necessário só mostrar o papelzinho da confirmação. Recebemos fones de ouvido, capas de chuva (marido que as achou, eu nem tinha visto...), mapa e subimos para o 2o. andar para apreciar melhor a vista. Gente, que frio. Aliás, o frio de Londres merece algumas considerações. A primeira delas é: o que é aquilo? Meu pai santíssimo! Dói na alma! Aquele vento poderoso e gelado te congela dos cabelos aos dedos do pé sem dó, nem piedade. Tiro meu chapéu para quem vive naquela cidade. Cheguei lá convicta de que queria viver ali, saí de lá com a certeza de que não vou morar nunca por aquelas bandas! Mas, voltar para passear ainda quero! E muitas vezes!

Voltando ao City Tour...Começamos por Paddington, região em que estávamos hospedados. Passamos pelo Hyde Park, Marble Arch, Oxford Street, Baker Street, Madame Tussaud. Entramos na Regent Street. Passamos pelo Piccadilly Circus e Trafalgar Square (muito bonita, por sinal). Descemos no White Hall. Vimos a Guarda montada (cada cavalão!) e entramos no St. James Park que, até então, eu não sabia que daria no Palácio de Buckingham. 



Marble Arch



Regent Street

Piccadilly Circus

Trafalgar square

Vista da Trafalgar Square

White Hall


St. James Park

Depois, fomos caminhando até o monumento mais esperado pelo meu filho: Big Ben! Marcello tem um amigo na escola que é de Londres e contou tudo pra ele sobre a cidade. Marcello ficou encantado com as estórias de Johnny sobre o Hyde Park e o Big Ben. Durante o passeio, aprendemos que não é o relógio que se chama Big Ben, mas o sino da torre do relógio! E chegamos lá pontualmente às 11 da manhã e ouvimos o sino tocando! Marcello dava pulos de alegria!







Pegamos o ônibus novamente. Passamos pela London Eye e seguimos para o lado financeiro da cidade  até chegarmos à Igreja de St. Paul. Linda demais. Foi onde o Príncipe Charles se casou com a Diana. Fiz questão de descer, mas entrar...impossível. Tinha uma fila quilométrica. Devíamos ter reservado antes...também achei meio salgado o preço do ingresso: 39 pounds para nós 4. Gozado isso em Londres, os Museus são gratuitos, mas as igrejas...Além de sede religiosa do casamento da Lady Di, tem uma galera enterrada lá. E, dizem, que a acustica é uma coisa de outro mundo. Eu só entrei num pedacinho, pois uma senhora disse que para dar só uma olhadinha não era necessário entrar na fila. Fiquei meio frustrada, mas ficou sendo o primeiro motivo para voltar à cidade.



Nossa próxima parada foi na London Bridge que dá vista para o The Shard - um prédio recém inaugurado na cidade, nada mais, nada menos, que o prédio mais alto da Europa - e London Tower Bridge e London Tower. Tudo muito lindo!






Foto tirada do Wikipedia. Vista da London Tower
Seguimos em direção a Buckingham. Antes de chegar no palácio, vimos um monumento que não me recordo do que é (alguém sabe?) e a Scotland Yard. 

O palácio é gigantesco! São mais de 700 cômodos! Realeza é realeza, apesar de não me encantar muito com esses títulos...






No final dessa rua está o St James Park que é pertinho do Big Ben.
Tudo pertinho!
Perdemos a troca da guarda...pena, pois achava que as crianças iriam gostar. Motivo número 2 para voltarmos!

Quando estávamos saindo do Buckingham, começou a NEVAR!! Isso mesmo, em plena primavera, 1 grau e neve! Frio, muito frio. Foi quando tocou meu telefone e era uma amiga nossa que morava em Milão e mudou para Londres recentemente. A filha dela estudou com as crianças em Milão e é muito, mas muito amiga da Duda. Ela nos chamou para irmos até a casa dela levar as crianças para brincar um pouco. Fomos. Como já havíamos combinado um jantar com esses amigos e nossos anfitriões, a mãe da amiguinha disse que seguiria direto para o restaurante com as criancas e nos encontraríamos lá, mas antes, ela queria nos levar na Harrods. Assim fizemos, deixamos as crianças no paraíso (um quarto de brincar todo equipado!) e fomos passear pela região que eles moram. Bastaram alguns minutos de caminhada e chegamos na tal Harrods. Eu sabia que se tratava de uma loja grande e tals, mas não imaginava que fosse gigantesca. E lotada. Muvuca total, tipo Salvador no carnaval!

Passamos pelos vários locais da loja: perfumes, bolsas, esportes, mercado, chocolates, brinquedos, casa. Coisa de doido! Adorei!


Quer comer ostras com champanhe? Lá tem!


Quer comprar um ovo de chocolate gigante? lá tem!
Quer artigos de papelaria? Lá tem!
Quer frutas, especiarias, temperos de qualquer lugar do mundo? Lá tem!
Quer perfume, bolsas das maiores marcas, roupas? Lá tem!
Quer brinquedo? Lá tem! Tem até um restaurante para
fazer refeição com os personagens da Disney!
E tem gente também! Muita!

Saímos de lá, nos despedimos da amiga e voltamos para a casa-hotel, mas...no meio do caminho tinha um pub, tinha um pub no meio do caminho. Pub + crianças na casa dos amiguinhos = cerveja!




Até esquecemos o City Tour....e eu queria ir até Notting Hill....motivo número 3 para voltarmos!

Depois, casa, banho e restaurante. Fomos no Benihana. Muito bacana. É um restaurante japonês que serve, além de sushi e sashimi, grelhados feitos numa chapa acoplada nas mesas. Éramos 13 pessoas, contando com as crianças. Pegamos duas mesas e dois cozinheiros. Pedimos o menu com sushi, sashimi, arroz, frutos do mar para alguns, carne para outros e frango para os demais. É quase um show. a forma como o chef corta as coisas, eles fazem até música com os utensílios, malabarismo com os rabinhos dos camarões. Muito bacana. As crianças adoraram. Duda tomou até missoshiro! Estava tudo maravilhoso.







Foi comeu, morreu!

Fim do dia 1

11 de março de 2013

Aosta, baby!

Para aproveitar mais um pouquinho de neve por aqui, voltamos a Aosta (já escrevi sobre esla aqui). Mas, dessa vez, para termos o sábado todinho dedicado ao esqui, resolvemos ir na sexta-feira à noite. Assim, chegamos, as crianças ainda foram um pouquinho na piscina quentinha do hotel, jantamos e cama para podermos ir cedinho para Pila no dia seguinte.

Mesma cidade, mesma montanha, mesmo hotel, mesma roupa de esquiar. Mas, diferentemente dos italianos, eu lavo as roupas de esquiar sempre que voltamos da viagem! Eu e minha segunda amiga preferida, a máquina de lavar roupas! A primeira? É a de lavar louças!

Eu gosto mesmo de repetir lugares, é fato. Mas, acho que a segunda vez num lugar é sempre mais tranquilo. A gente já sabe o que funciona e o que não funciona e pode aproveitar mais. E é uma dica pra quem viaja com crianças menores: repita. Os pais vão aproveitar mais também, pois estarão mais relaxados. A primeira vez que fomos à Disney com as crianças, fiquei estressadíssima por causa da alimentação. Na segunda, já conhecia os restaurantes, sabia o que funcionava para cada um dos meus filhos e relaxei muito mais. Repetir é a alma do negócio. Mas, como tudo nessa vida, há controvérsias! :)

Bom, voltando à Aosta. Subimos a montanha às 09:00 da manhã e, uma hora depois, marido e crianças já estavam paramentados, descendo a montanha. Fazia um sol lindão e a temperatura estava perfeita: 8 graus! Nem congelei dessa vez. Muito pelo contrário, enquanto minha turma treinava manobras radicais no esqui, sentei num café, do lado de fora (muito bom!) e fiquei tomando sol! Delícia. Fiz a fotossíntese por quase 2 horas quando chegou a turminha para lanchar e se preparar para a aula com o instrutor.

E, dessa vez, eles foram para uma montanha imensa e perigosa. Se eu soubesse disso antes, não teria deixado. Marido disse que era a pista de um lado e um abismo do outro. Dudu me disse que se uma pessoa caísse ia bater a cabeça nas árvores e MORRER. E disse ainda que era melhor morrer caindo lá embaixo direto, pois ia doer muito ficar batendo a cabeça nas árvores e já que ia morrer de qualquer jeito mesmo, que fosse com menos dor. Tudo sic.

Marido nem tirou foto da montanha da morte. Acho que foi pânico. Nem lembrou. 

Depois que desceram, fomos almoçar no bar onde eu estava. Comidinha gostosa. Pizza, pasta, cotoletta. Para todos os gostos. Vinhozinho que ninguém é de ferro e chocolate quente, pois o objetivo era descer rolando a montanha! 

Acabamos o almoço e minha turma calçou (será que se diz assim?) o esqui e foi aproveitar mais um pouquinho da montanha de gente normal. Foram, ao todo, 4 horas de esqui. Se divertiram muito!






Voltamos para o hotel e fomos para a piscina. A ideia era irmos jantar no centro de Aosta, mas estava todo mundo um caquinho. Ficamos pelo hotel mesmo. Lá tem um restaurante gostosinho e eles fazem os pratos do jeito que as crianças gostam. Muito bom.

Dia seguinte, seguimos para Ivrea. É uma cidade que sempre vemos da estrada e que tem um castelo enorme que é hotel, restaurante e centro de convenções. Mas, chegar nesse castelo não é para os fracos. Primeiro, demos uma volta por Ivrea, mas não achávamos o tal castelo. depois de muito rodar, achamos um castelo que, óbvio, não era o que queríamos e estava fechado....

Coloquei o GPS para procurar castelos próximos dali e achamos um tal de Castello di Pavone. E pra chegar lá? Cada ruazinha fechada, várias sem saída...estradas feitas para ir a pé ou com cavalo! Até que uma senhorinha explicou uma estrada por fora da antiga cidade medieval. Chegamos. Lindo. Vamos entrar? Não. Tá fechado!

Tirei fotos de fora e ficamos com vontade de voltar um dia...quem sabe.




Descansamos um poquinho e fomos para o derby que eu já contei no post anterior. Final de semana animado, não?

Derby

Vocês sabem o que é derby? Segundo a wikipedia, "derby é um confronto futebolístico de grande rivalidade, normalmente, entre duas entidades desportivas locais". Pronto, agora que já equalizamos o conhecimento, posso começar o post. Nós fomos assistir ao derby no Sansiro ou, em outras palavras, fomos assistir Milan X Inter no estádio aqui do lado de casa. 

Pra quem entende pouco de futebol como eu, Milan e Inter são os dois times de Milão. Rivais até a alma e muito famosos mundialmente.  Assistir a um derby por aqui é quase como assistir a uma final de copa do mundo (claro que guardadas as devidas proporções, né?). Pois bem, a partida foi no domingo retrasado, às 20:45, fazia um frio do mau e adivinha? Estava lotado! 

Saímos de casa às 20:30, chegamos ao estádio, achamos nossos lugares e ainda esperamos a partida começar. Muito bom morar na frente do estádio nessas horas! A torcida é um show a parte, mas vou ser sincera...NADA se compara às torcidas do Brasil. Tem mais...sei lá, calor humano, sabe?! Mais animação. Aqui, é tudo muito tranquilo. Tem bandeirão, musiquinha, poucos palavrões, mas nunca escutei alguém xingando o juiz...só uma brasileira, mas aí não conta, né? Se bem que nesse derby, a torcida da inter estava p*** da vida com um tal de Balotelli que, pelo que apurei, enquanto jogou na Inter, já dizia que amava o Milan e, agora, joga no Milan. Era um tal de "Balotelli, figlio di putana" pra cá, "Balotelli, figlio di putana" pra lá que até se assemelhava um pouco ao Maracanã.




Cadê os jogadores? Onde está Wally total!


A partida foi muito bacana. Os jogadores entraram com vontade de jogar e, nessas horas, quem ganha é o torcedor, pois assiste a um show, né não? 

Uma coisa diferente dessa vez foi um homem, com cara de pitbull, tentando arrumar briga do nosso lado. Começava a esbarrar nos outros, a encarar e gritar coisas. Muito estranho. Três pessoas mudaram de lugar por causa do cidadão até que alguém denunciou e veio a segurança do estádio acompanhá-lo, não tão gentilmente, até a saida mais próxima. Outra coisa que vimos foi uma criatura com aquelas canetinhas de laser que ficava apontando para o campo. No som do estádio foi solicitado ã pessoa portadora da tal caneta, sentada na área laranja, que parasse com a brincadeirinha de mal gosto. Como a pessoa não parou, foi solicitado pelo som que a pessoa, sentada na área laranja, na fileira J, parasse com aquilo. Nada. Aí, o cara do microfone apelou e pediu para que a pesssoa sentada na área laranja, na fileira J, cadeira 135, parasse com aquilo ou a partida iria ser interrompida por causa dela. Pronto. Problema solucionado. Se a segurança no Brasil fosse assim, talvez, crianças não morressem por causa de fogos em estádios.

Ah! Já ia esquecendo de contar. Dudu, que torce para a Inter e joga no Milan (coitado do meu filhote...), adorou a partida. Ele que sempre se cansa um pouco, ficou até tenso, pois o gol da Inter não saia de jeito nenhum. E, quando a Inter empatou, esse menino gritava e pulava de alegria. E o marido também. Agora, não sei se marido gritava de alegria pelo gol da Inter ou pelo filho começando a gostar de futebol. Acho que foi pela segunda opção! Dudinha adora estádio. outro dia foi sozinha com o pai. Se tem jogo, quer ir. Definitivamente, marido está investindo no jogador de futebol errado aqui em casa! :)

Saímos faltando 5 minutos pra terminar. Compramos um cachorro quente maravilhoso na saída (super indico a quem for ao estádio) e fomos nos aquecer em casa. Agora, só esperar o próximo confronto futebolístico de grande rivalidade entre equipes desportivas locais...ou qualquer coisa do gênero.

6 de março de 2013

Dá pra desenhar?

Eu resolvi comer um temaki e fui a um restaurante japonês pertinho aqui de casa.

Vou deixar em português o diálogo pra ficar mais fácil, ok? Ah! Esse diálogo aconteceu desse jeitinho aí, nessa sequência, sem pausas, ou seja, a atendente não foi à cozinha e voltou. Tá. Tá. Leiam e vocês vão entender. Ou não.

Eu: Bom dia! Eu queria um temaki.

Atendente: Sim.

Eu: Eu queria esse temaki aqui de salmão (apontando no cardápio), mas sem o abacate e com cream cheese. É possível?

Atendente: Sim. Um temaki de salmão, abacate e cream cheese.

Eu: Não, não. Um temaki de salmão com cream cheese e SEM abacate.

Atendente: Sim. Um temaki de salmão, sem abacate e com maionese.

Eu: Ãh?????? Não, não. Sem maionese, só salmão e cream cheese. Ok?

Atendente: Sim. Um temaki de salmão, sem abacate, sem maionese e com cream cheese.

Eu: Isso mesmo!!!!

Atendente: Me desculpe, mas não temos cream cheese...

Eu: ÃHHHH??????

Atendente: Nós não temos cream cheese. Pode ser maionese?


Como assim?! Alguém desenha pra mim, pois tá difícil de entender!